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// Paulo Machado, do Rio de Janeiro é um cachacista, pingófilo, amante da pinga artesanal e cachaçólogo. Cachaça de alambique é a única bebida que aprecio e, assim como bumerangue, também é uma paixão. Um brinde ao bumerangue!

Você é tido como maestro (pela sua técnica, conhecimento e amigo) no universo "bumeranguístico”, qual é o segredo?
Maestro? Um maestro sintetiza a técnica, o conhecimento e total domínio sobre um determinado assunto; Francamente estou muito longe disso. Mas obrigado pelo juízo tão generoso. Não me considero um bom bumeranguista. Talvez um pouco aplicado ou disciplinado a aprender para tentar jogar mais corretamente, pois me acho muito limitado. Quando iniciei no esporte muitas pessoas me ensinaram muito e me passaram muito do que sabiam. Sou muito grato a todos, e uma forma de mostrar isso é dividir o pouco do que adquiri aos que assim se interessam. Continuo aprendendo muito nesse "universo bumeranguistico".

Como foi o seu contato com o bumerangue?
Estava passeando de bicicleta com meu filhote em maio de 2005 quando ele viu um objeto colorido voando e ficou doido. Ao chegarmos perto do "OVNI" nos surpreendemos com um antigo conhecido, o Big, jogando seus bumerangues e que nos deu algumas dicas. Na semana que se seguiu comprei alguns modelos por alguns sites e acabei me viciando com os novos brinquedos.

O modelo “Tatanka” é uma criação sua e como inspiração?
O Tatanka eu fiz pela curiosidade de jogar um bumerangue maior do que os disponibilizados pelos fabricantes de bumerangues. Peguei um modelo, o "Sakai" que já era grande, do amigo Thiago Lemos, e a partir dele fiz o Tatanka. Depois descobri muitos bumerangues maiores que o "Tatanka", mas infelizmente nenhum disponível para compra. O Magrão mesmo tem uma coleção de "bumerangões" maiores que o "Tatanka", todos desconhecidos. Com a licença dele copiei-os todos em Bwood's G9 e vez ou outra os joogo juntamente com o "Tatanka".

Como anda seu contato com o bume?
Continuo jogando com os amigos, fazendo uma poeira ou outra quase que semanalmente e aprendendo com os amigos do Brasil.

Você é um dos fundadores do Bumerangue Clube do Rio de Janeiro (BCRJ), como foi o surgimento?
O BCRJ nasceu com a necessidade de nos apresentarmos mais organizadamente perante aos possíveis colaboradores do esporte na nossa cidade, para algum órgão público ou privado para falar sobre bumerangues, liberação de áreas, apoios e etc.

Quanto às competições, por que você não treina uma equipe para o próximo CBB e/ou Mundial, já que o Rio tem grandes competidores?
Ainda somos muito atarefados com os compromissos da vida e nos sobra muito pouco tempo para treinarmos. Já tentamos, mas não conseguimos estabelecer uma rotina de encontros e treinos.

Qual é a modalidade que tem mais afinidade e por quê? E a modalidade que menos gosta?
Gosto muito de jogar Aussie. O vôo "distante" e bem circular da maioria dos modelos da modalidade é para mim o mais bonito. A modalidade que menos jogo é o Trick.

Quais são as dicas primordiais para quem quer competir e/ou para as modalidades?
Para competir acho mais importante treinar, treinar e treinar. É necessário treinar muito. Treinando bem, certamente o jogador fará sempre um bom campeonato. Se o objetivo for alcançar os melhores tempos e pontuações, além de treinar muito, é fundamental investir em bumerangues de qualidade e estar equipado para todas as situações climáticas. O trabalho em equipe também é importantíssimo para se fazer uma boa prova.

O clube acabou ou foi “1º de abril” de Thiago Lemos (onde ele disse em uma das lista de discussão)?
O BCRJ acabou sim. Acabou porque alguns amigos fundadores e envolvidos com o clube não puderam dar continuidade ao belo trabalho por eles também começado. Pelo caráter do BCRJ era impossível que eu e o Thiago Lemos pudéssemos responder sozinhos pela demanda do clube.

Você com toda sua trajetória, o que leva um atleta a parar ou se sentir desestimulado com o bumerangue?
Problemas pessoais acabam por "roubar" o pouco tempo do esportista sem incentivos; é assim em todos os esportes. Bumerangue é atividade muito pouco conhecida e esporte muito amador; o pouco que acontece é por esforço solitário de poucos amantes que podem dedicar-se com mais tempo.

Bumerangue para você é...
... Diversão e lazer.

Gostaria de acrescentar alguma coisa que não foi citado?
Bumerangue é atividade que pode ser praticada em qualquer lugar e a qualquer hora. Uma atividade relaxante e terapêutica.

Cite cinco pessoas essenciais para o bumerangue pra ti?
Seria imperdoável não citar o nome dos muitos colegas e amigos incentivadores que muito me ensinaram ou ainda me ensinam; pessoas apaixonadas pelo bumerangue e que fazem seus trabalhos de "formiguinhas" para ver o bumerangue crescer como atividade esportiva e de lazer. São muitos.

Raio X
Bume predileto? Mini Delicate Arch, em Bwood G9

Onde joga? Campo gramado e praia

Vento forte ou fraco? Fraco

Jogar ou fazer? Jogar

Para ser feliz: Preciso da minha família e amigos.

Um momento: Com os filhos fazendo qualquer coisa.

Música? Love Theme - Ennio Morricone

Comida? Qualquer uma caseira e feita com carinho, depois de uma cachacinha como aperitivo, claro.

Programa de TV? Expedições, com Paula Saldanha

Lazer? Bumerangue

Família? Tudo

Filhão e parceiro.

Histórico em competições: Algumas marcas pessoais batidas em alguns campeonatos me deram algumas colocações razoáveis, mas nada muito expressivo. Amigos e conhecimentos foram meu maior e único ganho de verdade.

 

DICA: Para competir acho mais importante treinar, treinar e treinar. É necessário treinar muito. Treinando bem, certamente o jogador fará sempre um bom campeonato. Se o objetivo for alcançar os melhores tempos e pontuações, além de treinar muito, é fundamental investir em bumerangues de qualidade e estar equipado para todas as situações climáticas. O trabalho em equipe também é importantíssimo para se fazer uma boa prova.

   
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